Subjetividade da dor pode estar relacionada a problemas de ordem emocional


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Linha tênue entre realidade e fantasia pode interferir no diagnóstico.

Transpor obstáculos é um constante desafio físico e psicológico para o atleta na busca

incessante pela vitória. Nos esportes de alto rendimento, como aqueles praticados durante as Olimpíadas, este sucesso não é condicionado apenas pelo nível de habilidade técnica apresentada pelo indivíduo, mas também é resultado de uma somatória de fatores físicos e mentais que, aliados a essas habilidades e a tecnologia, contribuem para que os objetivos mais altos sejam alcançados.

Um dos eventos largamente apontados como limitante do desempenho e, portanto,

barreira à obtenção do sucesso é a dor, que é descrita pela Associação Internacional para os Estudos da Dor como ‘uma experiência sensitiva e emocional desagradável, associada ao dano real ou potencial dos tecidos’. Ainda segundo o médico anestesiologista e intervencionista da dor, Fabrício Dias Assis, a decisão sobre a escolha do procedimento que será aplicado no trato da dor deve acompanhar a objetividade do diagnóstico, porém, existem inúmeros casos em que o paciente se queixa de dor, mas nenhum exame comprova a presença de lesões. “Estes são os casos de maior dificuldade de intervenção, visto que a queixa se situa no limiar entre a realidade e a fantasia do atleta, mas que, ao se manifestar verbal ou fisicamente não pode e não deve ser desprezada”, salienta Assis.

De acordo com a Associação Internacional de Estudos da Dor (IASP), a dor é sempre

subjetiva e cada pessoa consegue compreendê-la através das suas experiências prévias.

Essa subjetividade torna imprescindível o cuidado redobrado no trato da queixa dolorosa, já que sua manifestação pode mascarar problemas como insatisfação, dúvida e medo, ligados a situações presentes ou perspectivas futuras do paciente, em relação a sua vida pessoal ou profissional.

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